Estados Unidos voltam a criticar Pix e reacendem debate sobre medidas contra sistema brasileiro

Quase dez meses após abrirem uma investigação comercial contra o Pix, os Estados Unidos voltaram a citar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos em um relatório divulgado em 31 de março. O documento, elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), lista o que o país considera barreiras comerciais em mais de 60 nações e menciona o Pix três vezes no National Trade Estimate Report de 2026.


Segundo o relatório, “O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas.” A investigação aberta em julho do ano passado ainda está em andamento e pode resultar em pressões comerciais, como tarifas, restrições a importações ou suspensão de benefícios.


Especialistas afirmam que os EUA não têm poder para agir diretamente sobre o sistema brasileiro, mas podem adotar retaliações comerciais com base na legislação americana. Para a jurista Camila Villard Duran, trata-se principalmente de pressão econômica externa, em meio a disputas envolvendo serviços financeiros digitais e interesses de empresas de pagamento internacionais. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às críticas e afirmou que “o Pix é do Brasil”. “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, declarou.

Difusora1 com informações do G1

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