O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (4) que decidiu não participar da Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, para evitar qualquer interpretação de uso político de um evento religioso. Em conversa por telefone com o bispo Estevam Hernandes e o advogado-geral da União, Jorge Messias, Lula declarou: “Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”.
Representado pelo ministro da AGU, Jorge Messias, o presidente ficou de fora do evento que reuniu milhares de fiéis na capital paulista. Lula, que é pré-candidato à reeleição, lembrou ainda que sancionou, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Entre as autoridades presentes estavam o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito Ricardo Nunes. Durante o percurso, Flávio afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e declarou que “o mal vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”. A programação da Marcha para Jesus segue com apresentações de artistas da música gospel e momentos de oração ao longo do dia.
Difusora1 com informações do G1