Os Estados Unidos propuseram uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando falhas no combate ao trabalho forçado no Brasil. A medida foi anunciada após a proposta de tarifa de 25% sobre importações brasileiras. No entanto, dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o número de vítimas de exploração do trabalho nos EUA cresceu 79% entre 2017 e 2022, passando de 1.898 para 3.400 casos.
Grande parte desse período corresponde ao primeiro mandato do presidente Donald Trump, quando os registros subiram 23%, de 1.898 para 2.337 vítimas. Estimativas da organização Walk Free apontam ainda que cerca de 1 milhão de pessoas vivem em situação de escravidão moderna nos Estados Unidos, número semelhante ao estimado para o Brasil. Segundo o relatório, Brasil, EUA e México concentram três em cada cinco casos de escravidão moderna nas Américas.
Além da exploração laboral, os Estados Unidos registraram aumento de 99% nos casos de exploração sexual entre 2017 e 2022. Já no Brasil, dados da SmartLab indicam que 2.101 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em 2024. A nova sobretaxa americana de 12,5% foi apresentada como punição adicional por supostas falhas brasileiras no combate ao trabalho forçado.
Difusora1 com informações do Portal Correio
Estados Unidos propõem nova taxa ao Brasil por trabalho forçado apesar de alta de 79% nos casos de exploração
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