Governo Lula atuou para manter União Progressista neutra na disputa presidencial

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou junto a lideranças da federação União Progressista para que o grupo adotasse uma posição de neutralidade, ao menos no primeiro turno da eleição presidencial, evitando uma aliança com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, as articulações foram conduzidas pelo ministro da Articulação Política, José Guimarães, pelo presidente do PT, Edinho Silva, e pelo próprio presidente Lula.

José Guimarães manteve conversas com os líderes do PP e do União Brasil na Câmara, enquanto Edinho Silva dialogou com os presidentes das duas legendas. Lula também conversou com dirigentes dos partidos, destacando a importância da neutralidade para fortalecer os palanques regionais alinhados ao governo, principalmente no Nordeste, além da boa relação entre as siglas e o Executivo, que inclui participação em ministérios.

A decisão da federação de permanecer neutra favorece a estratégia eleitoral do governo. Sem apoiar um candidato à Presidência, o maior tempo de rádio e TV da União Progressista será redistribuído entre as demais candidaturas, aumentando proporcionalmente o espaço do PT na propaganda eleitoral. Além disso, a neutralidade permite que PP e União Brasil concentrem recursos do Fundo Eleitoral nas disputas estaduais e para a Câmara dos Deputados.

Difusora1 com informações do g1

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