Ministra do STF Cármen Lúcia diz que democracia depende do povo e defende segurança das urnas eletrônicas

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou que a democracia “está em nossas mãos, não está nos palácios, não está nos gabinetes”, durante o lançamento do livro Pela mão do povo — Democracia e voto no Brasil, na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A obra, escrita em parceria com a cientista política Heloisa Starling e organizada por Nayara Henriques Pinto, aborda a história da democracia brasileira por meio das eleições, das leis e do voto.

A pouco mais de dois meses das eleições, a ministra destacou que a participação democrática vai além do voto e defendeu a segurança das urnas eletrônicas. “Nem se imagine que o único dia que nós, sociedade, somos soberanos como povo, seja o dia da eleição. Todos os dias nós podemos fazer alguma coisa.” Sobre o sistema eletrônico de votação, afirmou: “Eu não acredito mais que alguém em sã consciência tenha dúvida sobre a urna” e ressaltou ter “absoluta certeza da segurança, da higidez e da transparência do processo eleitoral com a urna eletrônica”.

Cármen Lúcia também alertou para a necessidade de resistência em defesa da democracia, citou a Lei da Ficha Limpa como exemplo de mobilização popular e defendeu a importância da arte e da cultura para a democracia. “Sem arte e cultura não se tem democracia”, afirmou, acrescentando que “democracia não é regime político só, nunca foi. Democracia é uma forma de viver com espaços de liberdade assegurada a todos”.

Difusora1 com informações do Portal Correio

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