Um dos criadores da urna eletrônica explica testes e mecanismos de segurança da urna eletrônica

O tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Antonio Esio Marcondes Salgado, um dos profissionais que participaram da concepção original da urna eletrônica, afirmou que o equipamento é seguro, passa por auditorias constantes e recebe atualizações. Segundo ele, o sistema foi desenvolvido para garantir a fidelidade da vontade do eleitor e passou por sucessivas evoluções tecnológicas ao longo de 30 anos.

Antonio Esio explicou que, antes de cada eleição, a Justiça Eleitoral realiza o Teste Público de Segurança, que permite a pesquisadores e especialistas buscar possíveis vulnerabilidades. “Todo cidadão pode se inscrever, propor testes para o sistema, que é aberto e auditável. Se for encontrada alguma inconsistência, ela é corrigida e apresentada novamente antes da eleição”, destacou. Segundo o especialista, mais de cem grupos participaram da última edição, sem identificação de falhas de segurança, mas com sugestões incorporadas ao sistema. “Os técnicos que conhecem o sistema e apresentam críticas são bem-vindos. A Justiça Eleitoral quer que o sistema seja auditado e tenha participação da comunidade técnica”, afirmou.

Entre as mudanças implementadas nas últimas três décadas estão a atualização de processadores, memória e bateria, a modernização do teclado e de componentes internos, a adoção de sistema operacional baseado em Linux e mecanismos que verificam a integridade do equipamento antes do funcionamento. “Quando a urna é ligada, ela verifica se todos os componentes e o software são os oficiais da Justiça Eleitoral. Se alguma etapa falhar, ela simplesmente não funciona”, explicou. Antonio Esio também destacou a participação de universidades e instituições públicas, como o Inpe, no desenvolvimento e nos testes realizados em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Difusora1 com informações do Portal Arapuan

Gostou Compartilhe..