A pouco mais de uma semana do primeiro turno das Eleições 2026, pesquisas sobre a disputa pelo Governo da Paraíba passaram a ser questionadas na Justiça Eleitoral. Grupos jurídicos ligados às candidaturas de Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) levaram ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) pedidos que vão desde acesso a dados dos levantamentos até a suspensão de divulgações.
Anova é suspensa após pedido de Efraim
A nova pesquisa Anova/PB Agora, registrada sob os números PB-06564/2026 e BR-09420/2026, teve a divulgação suspensa cautelarmente nesta quarta-feira (23) após questionamento da campanha de Efraim Filho.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 70 municípios paraibanos entre 20 e 22 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%. O Instituto Anova recorreu da decisão e tenta autorização para divulgar os números. A suspensão, por si só, não significa conclusão de fraude, manipulação ou irregularidade estatística.
Cícero questionou pesquisa Quaest
Antes da divulgação da segunda pesquisa Quaest, encomendada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, a coligação de Cícero Lucena acionou o TRE-PB para obter dados e documentos relacionados à coleta, fiscalização e metodologia do levantamento PB-01325/2026.
O pedido não buscava suspender ou anular os resultados. A pesquisa foi divulgada normalmente na terça-feira (22), após ouvir 804 eleitores entre 18 e 21 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%.
No cenário estimulado para o Governo:
Lucas Ribeiro — 49%
Efraim Filho — 16%
Cícero Lucena — 15%
Data Ranking também aguarda decisão
Uma nova rodada do Data Ranking, anunciada para segunda-feira (21), não foi divulgada na data prevista. A defesa relacionada à pesquisa aguardava manifestação da Justiça Eleitoral.
Os questionamentos são diferentes em cada caso. A Justiça Eleitoral esclarece que o registro de uma pesquisa no PesqEle não representa uma aprovação prévia dos resultados ou da metodologia utilizada. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) não faz análise antecipada dos números e só atua quando é acionado pelos legitimados. Com isso, na reta final da campanha, as pesquisas também passaram a ser debatidas judicialmente.
Difusora1 com informações do Polêmica Paraíba