Desafios online colocam em risco a vida de crianças e adolescentes no Brasil


Casos recentes expõem a gravidade de jogos perigosos nas redes sociais; já são 56 vítimas identificadas no país, segundo o Instituto DimiCuida

Os perigos dos desafios online voltaram ao centro do debate público após a morte de Sarah, uma menina de 10 anos, em Ceilândia (DF), após supostamente participar de um desses desafios. A criança passou mal após sair da escola e morreu três dias depois no hospital. A polícia investiga os vídeos que ela assistiu e tenta identificar os responsáveis pelo conteúdo que pode ter motivado a tragédia.

O caso de Sarah é apenas o mais recente entre uma série de mortes ligadas a desafios da internet. Um levantamento do programa Fantástico apontou ao menos outros dez casos suspeitos nos últimos anos, sendo que a maioria foi arquivada por falta de provas. Algumas vítimas sobreviveram, mas em nenhuma das ocorrências houve punição para os autores dos conteúdos. A dor das famílias é intensificada pela ausência de respostas e de justiça.

Em resposta ao aumento de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes, a polícia do Rio de Janeiro deflagrou nesta semana uma operação em sete estados para combater grupos que divulgam conteúdos de ódio, pornografia infantil e tentativas de homicídio. De acordo com o Ministério da Justiça, em 2023 foram realizadas 1.067 operações em parceria com as polícias civis para desarticular quadrilhas que atuam na internet.

A crescente influência dos desafios online sobre crianças e adolescentes reforça a urgência da conscientização digital entre pais, educadores e instituições. O Instituto DimiCuida, criado após a morte de um menino vítima do “desafio do desmaio”, já identificou 56 vítimas no Brasil. Esses dados mostram que o desconhecimento sobre esses conteúdos pode ser fatal, e que a prevenção é uma responsabilidade coletiva para proteger o futuro das novas gerações.

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