O Desenrola Adimplentes começa a operar nesta segunda-feira (10), com crédito em condições mais favoráveis para trabalhadores informais e estudantes, além de pessoas físicas e empresas adimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o governo, até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil beneficiários do Fies poderão procurar o programa. Nas operações, 30% dos recursos serão das instituições financeiras e 70% serão repassados pela União. A regra foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) após a Medida Provisória nº 1.382, publicada em 1º de agosto.
Para trabalhadores informais sem vínculo CLT, que não sejam servidores públicos, aposentados ou pensionistas do INSS, o programa permite substituir uma dívida de crédito pessoal não consignado por outra, desde que tenham sido pagas pelo menos quatro parcelas, o saldo seja de até R$ 15 mil e o débito esteja em dia ou com atraso de até 90 dias. Os juros serão de até 1,99% ao mês, a nova parcela não poderá superar 90% da anterior e poderá haver crédito adicional de até 50% do saldo devedor. As operações terão garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre 50% das primeiras perdas da carteira e integralmente cada operação, conforme as regras do programa.
Para o Fies, estudantes com contratos celebrados até 2017, em amortização em 4 de maio de 2026 e com menos de 90 dias de atraso poderão obter desconto de 12% da dívida para pagamento à vista. Graduados adimplentes há pelo menos 36 meses e sem renegociação anterior poderão contratar crédito para empreender, de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas, com juros de até 11% ao ano e prazo de até 60 e 96 meses, respectivamente. Inicialmente, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil oferecerão as linhas, podendo outras instituições aderir posteriormente. A contratação deve ocorrer pelos canais oficiais dos bancos, e os beneficiários do Fies terão até 31 de dezembro de 2026 para aderir. Como condição para participar do programa, o beneficiário também deverá aceitar o bloqueio do CPF em plataformas de apostas online por seis meses.
Difusora1 com informações do g1