O reajuste anual de cerca de 13 mil medicamentos passou a valer nesta quarta-feira (1º) em todo o Brasil. A atualização de preços foi autorizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e varia entre 1,13% e 3,81%, com média estimada de 1,95%, calculada com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo e fatores de produtividade do setor.
O percentual autorizado representa apenas o teto permitido e não significa aumento automático. O valor final pode variar nas farmácias, já que muitos estabelecimentos aplicam descontos sobre o Preço Máximo ao Consumidor e ainda comercializam estoques antigos.
O reajuste depende do nível de concorrência entre os medicamentos: produtos com mais fabricantes, como muitos genéricos, podem ter aumento de até 3,81%; medicamentos com concorrência intermediária podem chegar a 2,47%; enquanto remédios com pouca concorrência ou patenteados têm limite de 1,13%.
Os exemplos de medicamentos incluem princípios ativos usados principalmente no tratamento de hipertensão, colesterol e diabetes. Eles são: Hidroclorotiazida; Amlodipina; Captopril; Enalapril; Losartana; Atenolol; Propranolol; Sinvastatina; Atorvastatina; Metformina; Insulina glargina.
Outra faixa atingida reúne medicamentos que já têm alguma competição, mas não na mesma escala dos mais populares, por exemplo, as versões mais recentes de tratamentos para diabetes; e alguns antidepressivos e ansiolíticos mais novos.
Difusora1 com informações do Click PB