Investigação cita aval da Presidência da Câmara em esquema de emendas

A investigação da Polícia Federal que levou ao bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) aponta que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria contado com “pleno aval” da Presidência da Câmara para atuar em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em favor do ex-presidente da Casa.

Segundo trecho da decisão, a investigação identificou intensa relação entre os fatos apurados na Operação Transparência e o suposto desvio de emendas. O documento afirma que “Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”.

O bloqueio dos bens foi determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão, assinada em 6 de julho e divulgada neste domingo (12), foi proferida na mesma data em que o ministro também determinou o bloqueio de R$ 119 milhões do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Difusora1 com informações do Polêmica Paraíba

Gostou Compartilhe..