Lula deve evitar agenda na Paraíba no início da campanha por disputa entre aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve evitar, neste início de campanha, agendas na Paraíba devido à disputa entre aliados pelo seu apoio na eleição para o Senado. A estratégia busca reduzir os atritos entre os grupos que integram sua base no estado. Lula apoia o governador Lucas Ribeiro (PP) à reeleição, enquanto João Azevêdo (PSB), Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) disputam o apoio presidencial ao Senado.

Lula já declarou apoio a Veneziano, que tentará a reeleição e integra a chapa de Cícero Lucena (MDB), candidato ao Governo da Paraíba. Em julho, o presidente gravou um vídeo em favor da candidatura do senador. Na última semana, Lula também recebeu João Azevêdo e Lucas Ribeiro em Brasília, onde os dois gravaram participações ao lado do presidente durante a preparação para a campanha.

Nabor Wanderley, por sua vez, ficou fora das manifestações públicas de apoio de Lula, situação que gerou incômodo no deputado federal Hugo Motta (Republicanos), filho de Nabor e presidente da Câmara dos Deputados. Apesar da disputa, Motta declarou voto em Lula para a Presidência. O cenário torna a Paraíba um dos estados onde o presidente enfrenta maior dificuldade para construir um palanque único, levando a campanha a priorizar locais com menos conflitos entre aliados.

A estratégia também leva em conta o peso eleitoral do Nordeste. Integrantes do grupo mais próximo de Lula avaliam que uma votação expressiva na região será importante para a disputa presidencial, especialmente diante da possibilidade de avanço de Flávio Bolsonaro (PL) em estados populosos do Sudeste e do Sul.

Difusora1 com informações do Polêmica Paraíba

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