O alinhamento político entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou destaque na imprensa nacional neste fim de semana, citando que ambos decidiram dividir o protagonismo da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Pelo acordo, a Câmara deve votar no mesmo dia a Proposta de Emenda à Constituição da jornada de trabalho e o projeto de lei do governo sobre o tema, em regime de urgência.
Motta tem sinalizado maior aproximação com o governo federal neste período pré-eleitoral, movimento diferente do adotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que recentemente se alinhou à oposição em votações no Congresso. A PEC será analisada em comissão especial no dia 26 e deve ir ao plenário da Câmara no dia 27, junto ao projeto do governo. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar substitutivo reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
Além disso, Motta convocou reunião com líderes partidários para terça-feira (19) e incluiu na pauta da semana o chamado “PLP dos combustíveis”, de autoria do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS). O projeto permite compensar renúncias de receita usadas para conter impactos da guerra no Oriente Médio sobre combustíveis com aumento extraordinário da arrecadação da União em 2026. O presidente da Câmara também pautou a votação do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert).
Difusora1 com informações do PB Agora