Sérgio Queiroz rejeita convite e descarta ser vice em chapa de Efraim Filho na Paraíba

O ex-candidato a vice-prefeito de João Pessoa e fundador da Cidade Viva, Sérgio Queiroz, voltou a descartar, nesta segunda-feira (19), qualquer possibilidade de disputar cargo eletivo nas eleições deste ano. A declaração ocorreu poucas horas após o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), citar o nome do pastor como “plano B” para a vaga de vice-governador em sua chapa.

Durante entrevista à Rádio CBN, Efraim afirmou que a definição da vice-governadoria no campo oposicionista estaria concentrada em dois nomes: Juliana Cunha Lima, primeira-dama de Campina Grande, e Sérgio Queiroz, filiado ao partido Novo. Segundo o senador, a eventual escolha levaria em conta afinidade programática e convergência de pautas, como defesa da vida, da família, segurança pública, combate à violência e estímulo ao setor produtivo.

Ainda de acordo com Efraim, o nome de Juliana já vinha sendo discutido internamente há semanas, enquanto a menção a Sérgio Queiroz representaria uma ampliação do diálogo com o Novo, partido que pode integrar a aliança majoritária da oposição.

A resposta de Sérgio Queiroz, no entanto, foi imediata. Por meio das redes sociais, ele agradeceu as menções ao seu nome, mas rejeitou qualquer possibilidade de ingresso na política partidária. “Meu plano de A a Z não inclui política partidária. Quero ajudar o povo da Paraíba de outra forma, independente de bandeiras e conjunturas”, escreveu.

Sérgio Queiroz já disputou cargos importantes nos últimos anos. Em 2022, concorreu ao Senado Federal e ficou na quarta colocação. Em 2024, foi candidato a vice-prefeito de João Pessoa na chapa encabeçada por Marcelo Queiroga (PL), que terminou em segundo lugar no segundo turno. Apesar disso, em julho do ano passado, ele anunciou oficialmente seu afastamento da política partidária e a decisão de não disputar as eleições de 2026.

Mesmo com a negativa, o nome do pastor voltou ao centro das articulações políticas, evidenciando seu peso simbólico no campo oposicionista. Efraim Filho reforçou que a escolha do vice não será apenas eleitoral, mas baseada na construção de uma agenda comum, destacando que novas alianças ainda podem surgir ao longo do processo.

Redação D1

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