Governo propõe inclusão de medicamento injetável para prevenção do HIV no SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, durante a Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, o envio à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) da proposta para incluir o cabotegravir injetável na rede pública. O medicamento, aprovado pela Anvisa em 2023, é aplicado a cada dois meses para prevenção do HIV e será avaliado quanto aos custos e impactos antes de uma decisão do Ministério da Saúde.

Atualmente, o SUS oferece a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) oral, com tenofovir/emtricitabina. Segundo Padilha, o laboratório apresentou um preço considerado viável para o país, mas ainda não há previsão para a disponibilização da versão injetável. O infectologista Fernando Chagas afirmou que a nova tecnologia representa um avanço na prevenção. “PrEP injetável é considerada uma inovação na prevenção do HIV, uma estratégia excelente”.

Na Paraíba, dados do Complexo Hospitalar Clementino Fraga mostram que, em 2025, foram realizados 8.650 testes rápidos, com taxa de positividade de 8,08%. A unidade acompanha 8.021 pessoas em tratamento antirretroviral e registrou 503 novos diagnósticos entre janeiro e outubro, com predominância entre pessoas de 35 a 49 anos. Nos últimos 12 anos, foram contabilizados 731 óbitos relacionados à Aids, sendo 31 registrados em 2025.

Difusora1 com informações do ClickPB

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