O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu aos 84 anos, na noite de domingo (18), em São Paulo. Internado no Hospital 9 de Julho, ele tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano. A morte foi confirmada pela assessoria do artista.
Dono de um estilo que unia samba, romantismo e piano, Benito marcou a música popular brasileira (MPB) a partir da década de 1970, com sucessos que atravessaram gerações.
A trajetória do artista também tem ligação com João Pessoa. Ele morou durante dez anos no bairro de Jaguaribe e voltou à capital paraibana em 22 de novembro de 2019, para apresentar a turnê de despedida dos palcos, intitulada “Fim de Papo”.
O show ocorreu no Teatro A Pedra do Reino e reuniu cerca de 2 mil pessoas. A apresentação havia sido inicialmente marcada para 5 de outubro, mas foi adiada após a morte de seu filho caçula, André Vancellote Vellozo, aos 36 anos, em setembro daquele ano.
Na divulgação da turnê, Benito explicou o significado do nome escolhido para os shows.
“Pensei neste nome, ‘Fim de Papo’, por ser de fato o fim de um longo e delicioso papo que venho tendo com meus fãs, de forma ininterrupta, há quase 50 anos”, afirmou.
O cantor, no entanto, pretendia continuar se apresentando em eventos pontuais após o encerramento da turnê.
“Após a turnê, um novo papo começa. Um papo mais calmo em shows pontuais e alguns projetos que quero colocar em prática já há algum tempo”, disse.
Quem foi Benito di Paula?
Batizado como Uday Vellozo, Benito nasceu em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Ganhou projeção nacional nos anos 1970 e se tornou um dos principais representantes do chamado “samba-joia”, estilo que aproximava o samba de elementos românticos e populares.
Sua marca musical era o uso do piano não apenas como acompanhamento, mas também como instrumento de percussão, reforçando o ritmo das canções. Essa combinação ajudou a consolidar sua identidade artística e influenciou a sonoridade de outros estilos populares.
Entre seus principais sucessos estão “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Ah, Como Eu Amei”, “Amigo do Sol, Amigo da Lua” e “Se Não For Amor”.
Com mais de cinco décadas de carreira, Benito também levou sua música a países como México, Japão, Estados Unidos, Angola e Argentina.
O artista deixa o filho Rodrigo Vellozo, cantor e pianista que dividiu o palco com o pai em diversas apresentações. Seu outro filho, André Vancellote Vellozo, morreu em 2019, aos 36 anos.
Difusora1 com informações do Polêmica Paraíba e Jornal da Paraíba