A Paraíba já resgatou mais de 100 pessoas em situação análoga à escravidão em 2026. O dado foi apresentado durante o seminário “Enfrentamento ao Trabalho Escravo Contemporâneo e Tráfico Humano: Desafios Atuais”, realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa. Segundo a professora Mirella Braga, coordenadora do CETDP/PB e da COETRAE/PB, mais de 60 trabalhadores foram resgatados recentemente em uma área de garimpo no município de Várzea, além de jovens vítimas de exploração sexual. Em 2025, mais de 300 pessoas foram resgatadas no estado.
Durante o evento, especialistas destacaram a necessidade de ampliar a conscientização sobre os crimes. O professor Sven Peterke, membro do CETDP/PB, afirmou que a Paraíba possui atualmente o maior número de pessoas resgatadas por habitante no Brasil. Já a pesquisadora Ana Patrícia Gama explicou que o trabalho análogo à escravidão envolve situações como jornadas exaustivas, trabalho forçado, servidão por dívida e condições degradantes, enquanto o tráfico humano também pode ter finalidades como exploração sexual, transplante de órgãos e adoção ilegal.
O seminário também contou com depoimentos de sobreviventes resgatados e destacou o trabalho do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas da Paraíba (NETDP/PB), responsável pelo acompanhamento das vítimas após o resgate, com acesso a serviços de saúde, assistência social, qualificação profissional e moradia. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 155.
Difusora1 com informações do Paraíba. com